Desabafo que não me pertence;
Eu me lembro das tardes de outubro, sem saber a estação, escrevo esse poema sem inspiração, não a tenho mais, ou simplesmente nunca a tive.
Acho que até a criança que em mim residia resolveu me abandonar, porque já não tenho mais o mesmo olhar, comecei a perceber que o mundo não é tão lindo quanto eu pensava, já não vejo mais tanta beleza nas coisas, e o mundo gira tão devagar que me desespera, a minha dor de cabeça constante, os meus nervos a flor da pele, o mau humor diário me mostra que estou me tornando um adulto perfeito, e isso já não me assusta mais... Também se assustasse eu deixaria como está, porque não tenho tempo, não tenho força, tão pouco coragem de lutar por algo tão banal; um pouco de PAZ!
