sábado, 18 de junho de 2011

Desabafo que não me pertence;

   Eu me lembro das tardes de outubro, sem saber a estação, escrevo esse poema sem inspiração, não a tenho mais, ou simplesmente nunca a tive.
Acho que até a criança que em mim residia resolveu me abandonar, porque já não tenho mais o mesmo olhar, comecei a perceber que o mundo não é tão lindo quanto eu pensava, já não vejo mais tanta beleza nas coisas, e o mundo gira tão devagar que me desespera, a minha dor de cabeça constante, os meus nervos a flor da pele, o mau humor diário me mostra que estou me tornando um adulto perfeito, e isso já não me assusta mais... Também se assustasse eu deixaria como está, porque não tenho tempo, não tenho força, tão pouco coragem de lutar por algo tão banal; um pouco de PAZ!

COSTA. Ariele Rezende.


No meu peito vadio vaga um coração aflito...”
Aroldo Pereira

   
     Aflito com a bandidagem que aumenta na margem da cidade e se alastra por toda parte, já não sei em quem confiar, nem para onde direcionar meu olhar. As luzes desses velhos holofotes uma hora vão se apagar, e assim o caos vai liderar totalmente. Será que você não percebe que somos gente, gente que sofre que sente dor, gente que chora, dorme, sorrir e se desespera, quando esta na mesma situação que eu, e você com os olhos vendados deixa se cegar quando a venda cai e a luz atinge a vista, mas se você se esforçar e abrir bem os olhos vera que o mesmo filme está à passar , cada vez mais caótico.

COSTA. Ariele Rezende.

"Aquele preto, tão preto
Com aquela barba branca, tão preta
E aquele olhar tão meigo
De quem espera ganhar
Um sorriso incolor!"


Secos & Molhados - Preto Velho

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011


Conturbia;

Você já não me trás paz...
Tão pouco vida...
Nos últimos tempos apenas sofro de nostalgia...
Ainda lembro...
Lembro das promessas,
Dos finais de tarde debaixo das árvores...
Dos dias de frio que você me aquecia,
Dos teus lábios que em minha boca ardia...
Lembro...
E sofria de nostalgia...
Hoje não mais, porque tanto faz...
Não sei quem sou,
Onde estou...
E não imagino para onde vou...
Mas... Lembro!


01 de Dezembro de 2009 – 08h31min

Costa, Ariele Rezende.




Você de perto

Inexplicável e o que sinto por você, fico em plena duvida que nome dar a esse sentimento que me prende a ti, me fortalecendo cada vez que lembro, mas me enlouquecendo toda vez que penso que es como uma utopia, estas distante.
Mas quando penso em ti o ar fica rarefeito, acho que posso chamar isso de AMOR!

Costa, Ariele Rezende.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011



(...)A favela é, um problema social ...

 nela não existe apenas pessoas marginalizadas, cidadãos de bem habitam esses locais, e se queres saber o fato da desigualdade social ser tão grande e “culpa” das autoridades que não dão devida assistência a esses seres HUMANOS.
A desigualdade social acontece com a má distribuição de renda, ela e a causa do crescimento da “bandidagem”, pois crianças e jovens ( o futuro da nação) não tem oportunidades e acabam se tornando marginais, claro e evidente que não se tornam marginais porque querem, mas por falta de opção, afinal eles não são qualificados para o mercado de trabalhos, não tem estudo, moradia fixa, não possuem se quer o apoio de suas familias que também são desistruturadas graças a desigualdade social. A favela é um problema de todos nós, se você “planta preconceito, racismo e indiferença, não pode reclamar da violencia”em defeza das favelas DIGA NÃO A DESIGUALDADE.

By: Ariele Rezende

domingo, 23 de janeiro de 2011

Fale;
Fale de nós, do que ocorre por dentro.
Fale o que sente, a me ver.
Fale das coisas, da vida.
Fale das paginas, do último livro que você leu.
Fale do mundo, e seus poderes.
Fale das cores, dos sons que disparam seu coração.
Fale dos pensamentos, de tudo e todos.
Fale também das flores, e dos amores.
Fale quem e você!

COSTA, Ariele Rezende.
Poema publicado no livro Antologia Poética, lançado no Psiu Poético de 2009.


"Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.

Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre."

O desconcerto do Mundo

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos;
E, para mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.
Camões.

sábado, 22 de janeiro de 2011


Ser - Tão Forte;

A navalha que corta a pele do suicida é luminosa;
Luminosa como sol, o suicida não é forte como o sol do norte;
E não tem visão de um sertanejo sofrido,
Mas que não se entrega ao corte de uma navalha,
Pois agüenta o sol sob ele com o peso nas costas,
Agüenta, e suspira de pensar que a noite tem moda de viola, tem dança colada com Maria, tem cor de catopé, batuque, macule lê, tem Zanza e homenagem, tem também muita molecagem, tem força, muita força suficiente para resistir à navalha e espera até a noite a lua brilhar e começar a viola tocar pro povo se animar.

02 de setembro de 2010 – 08h20min

E a prosa não tem hora de acabar,
Os avôs e os netos reunidos falam de lendas e tomam quentão,
A viola toca o que diz o coração,
E que não se mostra na expressão,
A viola tem corda o coração não,
A sandália de couro que pisa o chão no ritmo da sanfona que não para não,
Já é alta madrugada a viola se acalma e o som que ecoa e como cantiga de ninar,
Vão indo todos para casa,
Pois assim que a lua se transformar,
Já e hora de levantar e sentir a navalhar cortar,
Mas jamais se entregar, porque a noite tem mais dança, tem mais vida e história pra contar.

02 de setembro de 2010 – 09h01min


COSTA, Ariele Rezende.


Dama

Destruí os sonhos tão belos que sonhei ao seu lado, dama.
Peço aos céus que me levem em sua imensidão,
Pois, já de nada me presta a vida.
Se o amor da amada eu não tenho,
O meu martírio é ferrenho,
Como a sina dos escravos.
Meu pardo olhar fita a donzela, a qual amo
Mas ela foge com seus lábios de meus carinhos.
E meus caminhos são tortuosos como os de um anjo caído,
Que sob suas asas abriga o desejo dos amantes, dos mortais.
E a manhã nasce estrelada ao ver os seus olhos brilharem,
Eles transfiguram a luz criadora que habita o infinito,
E, mais bonito semblante não há, alem dos seus.
E cada vez que devaneio em imaginar-te descoberta
A pulsante virilidade rebela-se e se ergue soberana
E as membranas? Nada são...
Apenas urgem em desejo por sua carne.
A solidão de outrora é preenchida com a luz claríssima
De um olhar que abriga o que há de mais belo na juventude:
A beleza sincera, o olhar penetrante, excitante
Fruto de uma rainha amalgama de anjos e homens.
Atrás de cédulas escuras, o olhar faiscante,
A mulher fascinante que abriga o parnaso longínquo
E a nuvem clara reflete a sua face feminina
E mordaz, fatal como o encanto da serpente do éden.
E apocalipticamente minhas palavras secam como folhas no outono
Pois jamais poderiam elas refletir a pulsante e verdejante paisagem
Que acolhe esses seus olhos tão misteriosos
Humanos
Divinos
Leves
Herméticos
E belos.

Autor: Misterioso – Dedicado à Ariele Rezende.


Olho ao mar I

No teu olhar vi nascer o sol sob o mar,
E me perdi de tanto procurar,
Procurei encontrar-te novamente,
E curar a dor que sinto no peito,
Desde aquele dia em que vi o sol nascer em seu olhar,
Não tenho mais paz nem direção,
Apenas me perco cada vez mais,
Me perco,
Mas me perco de Paixão!



25 de agosto de 2010 - 07h20min


Olho ao mar II

Sob o mar repousa a lua a nos vigiar,
Teu brilho se confunde com teus olhos,
Que brilham para os meus como dois diamantes negros polidos,
Negra é tua pele quente, que me deixa ofegante ao receber um abraço teu,
Negra é a noite que passa por nós de segundo em segundo, deixando-nos mais próximos e famintos um do outro.



25 de agosto de 2010 – 09h20min



COSTA, Ariele Rezende.


História Antiga;

É fascinante o teu olhar, que cor de fogo fita o meu
E me paralisa de tanta fascinação.
Fascina-me tua preza, tu garra, o teu sangue congelado, que derrete com o meu fervor.
Fascina-me sua morte mal morrida, a estaca sucumbida em teu peito.
E toda sua beleza vira pó, cinza.
Mas, mesmo assim me fascina;
Oh! Conde Drácula.

COSTA, Ariele Rezende.

O homem;

O homem é formado por sentimentos,
Sentimentos de amor,
Sentimentos de medo,
Sentimentos de raiva,
E diversos outros sentimentos...
O homem é louco por si só.
E não consegue viver sem
Outro ser ao seu lado.
O homem de tanto mistério
Não há quem consiga
Explicar um ser tão sentimental
E ao mesmo tempo tão carrasco,
Ser, que sabe criar, mas...
Destruir bem mais!

Costa, Ariele Rezende.



Terra sem amor

As mãos espalmadas sobre a mesa,
O sorriso leve nasce derrepente como sol radiante.
As bocas unidas se dão um suspiro,
Tudo se torna perfeito como se estivéssemos voando em céu azul.
Mas o ar se torna rarefeito só de pensar, que nesse mundo não e possível amar!

COSTA, Ariele Rezende.



MÁSCARAS
Cada vez que ponho uma máscara para
Esconder minha realidade, fingindo ser
O que não sou, faço-o para atrair o outro
E logo descubro que só atraio a outros
Mascarados distanciando-me dos outros
Devido a um estorvo: a máscara.

Faço-o para evitar que os outros vejam
Minhas debilidades e logo descubro que,
Ao não verem minha humanidade,
Os outros não podem me querer pelo
Que sou, senão pela máscara.

Faço-o para preservar minhas amizades
E logo descubro que, quando perco um amigo,
Por ter sido autêntico, realmente não
Era meu amigo, e, sim, da máscara.

Faço-o para evitar ofender alguém e ser
Diplomático e logo descubro que aquilo
Que mais ofende as pessoas, das quais
Quero ser mais íntimo, é a máscara.

Faço-o convencido de que é melhor que
Posso fazer para ser amado e logo descubro
O triste paradoxo; o que mais desejo obter
Com minhas máscaras é, precisamente,
O que não consigo com elas.

(autor desconhecido)