sábado, 22 de janeiro de 2011




MÁSCARAS
Cada vez que ponho uma máscara para
Esconder minha realidade, fingindo ser
O que não sou, faço-o para atrair o outro
E logo descubro que só atraio a outros
Mascarados distanciando-me dos outros
Devido a um estorvo: a máscara.

Faço-o para evitar que os outros vejam
Minhas debilidades e logo descubro que,
Ao não verem minha humanidade,
Os outros não podem me querer pelo
Que sou, senão pela máscara.

Faço-o para preservar minhas amizades
E logo descubro que, quando perco um amigo,
Por ter sido autêntico, realmente não
Era meu amigo, e, sim, da máscara.

Faço-o para evitar ofender alguém e ser
Diplomático e logo descubro que aquilo
Que mais ofende as pessoas, das quais
Quero ser mais íntimo, é a máscara.

Faço-o convencido de que é melhor que
Posso fazer para ser amado e logo descubro
O triste paradoxo; o que mais desejo obter
Com minhas máscaras é, precisamente,
O que não consigo com elas.

(autor desconhecido)

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